É hora de ampliar a mobilização para garantir o devido aumento salarial e os direitos da Convenção Coletiva

Radialistas decidiram na assembleia: Aprovaram o Estado de Greve e que na próxima quarta-feira, dia 22/06, todos iremos trabalhar de preto.

Companheiros/as

Na assembleia realizada de forma online no dia 15 de junho os radialistas aprovaram intensificar a mobilização para garantir os direitos que estão na Convenção Coletiva de Trabalho, a devida reposição das perdas salariais e aumento salarial pra valer.

Os patrões seguem fugindo de pagar o que devem aos trabalhadores e querem passar por cima de direitos: o objetivo dos patrões era ampliar ainda mais o arrocho salarial, é isso que significa sua proposta de pagar como reajuste salarial, apenas metade das perdas medidas pelo INPC além disso, querem acabar com direitos que garantimos através de muita luta.

No verso desse Boletim você verá que o índice do INPC está longe de repor de fato as perdas que temos, pois além das perdas acumuladas de anos anteriores, tudo que temos que pagar sobe muito mais que os nossos salários. 

O Sindicato já disse NÃO para essa proposta absurda dos patrões e estamos percorrendo os locais de trabalho, tanto na capital, como no interior conversando com os trabalhadores para organizar a ampliação da nossa mobilização, pois é só assim lutando que vamos garantir as nossas reivindicações.

Na assembleia os trabalhadores decidiram aprovar o estado de greve, que significa que se não houver proposta pra valer em relação a nossa pauta de reivindicação, vamos avançar para paralizações nos locais de trabalho.

NA PRÓXIMA QUARTA-FEIRA, TODOS DE PRETO: na assembleia também foi aprovado um dia de protesto nessa semana. Então na quarta-feira, dia 22/06 é dia de ir de preto trabalhar. Camisa, camiseta, calça, vestido, roupa inteira, o que importa é que nas TV’S e rádios em todo o estado os trabalhadores se vistam de preto para demonstrar a indignação contra o desrespeito dos patrões aos nossos direitos.

Converse com seus amigos, se organizem para participar desse dia de protesto e juntos com o Sindicato vamos ampliar a mobilização para garantir:

– Reposição das perdas e aumento salarial pra valer.

– Manutenção e ampliação dos direitos da Convenção Coletiva de Trabalho.

– Em defesa do emprego e por melhores condições de trabalho.

OS PATRÕES LUCRAM CADA VEZ MAIS, ENQUANTO OS TRABALHADORES SOFREM COM O ARROCHO SALARIAL E MAIS MISÉRIA, VEJA:

-Em algumas cidades o preço do gás chega a R$ 150,00. Em dois anos o aumento foi de 57%.

-Em 12 meses, preço da cenoura subiu 178% e abobrinha, 103%

– Tomate, café e batata: itens da cesta básica sobem até 117% em um ano e comprometem mais da metade do salário-mínimo

– Mundo ganhou 573 bilionários durante pandemia/Fonte: Uol em 23 de maio de 2022

– Na pandemia, mundo ganhou um novo bilionário a cada 26 horas,

Relatório da Oxfam mostra que há 55 bilionários no Brasil, com uma riqueza total de US$ 176 bilhões, que subiu 30% no mesmo período/ Fonte: Revista Exame janeiro de 2022

– Enquanto o mundo se encaminha para empurrar um milhão de pessoas para a pobreza extrema a cada 33 horas, um novo bilionário surge na mesma velocidade / Fonte: Relatório Oxfam maio de 2002

– Quantidade de famílias em situação de miséria na cidade de SP cresce mais de 30% em janeiro de 2022. Fonte: site G1 em maio de 2022

PATRÕES E GOVERNO BOLSONARO JUNTOS ATACANDO OS DIREITOS DA CLASSE TRABALHADORA

O governo Bolsonaro impôs várias medidas que ajudaram os patrões a demitir, reduzir salários e passar por cima de direitos, dessa forma os patrões seguem lucrando durante a pandemia que ainda não acabou e os trabalhadores sofrem com o arrocho salarial e o aumento do custo de vida.

Tudo sobe menos os nossos salários: o INPC que é o índice que mede as perdas salarias, é o menor índice que existe para medir a inflação. Já o IPCA que é o índice usado pelo governo para reajustar os preços dos alimentos, remédios, material escolar, ou seja, tudo que faz parte do dia a dia do trabalhador é muito maior.

É por isso que a conta do trabalhador não fecha, pois o salário arrochado não chega até o final do mês.

A luta também é em defesa dos direitos: desde 2017 depois da reforma trabalhista imposta pelo governo Temer/MDB e pela maioria dos deputados e senadores, os patrões aumentaram os ataques aos direitos dos trabalhadores.

Os patrões fogem de assinar as Convenções Coletivas de Trabalho para tentar passar por cima de direitos que foram garantidos através de muita luta.

O Sindicato dos Radialistas, junto com a Intersindical, tem na luta, impedido a retirada de direitos e agora é o momento de, juntos, fortalecermos a mobilização em defesa dos direitos, por aumento salarial e melhores condições de trabalho

 Nenhum direito a menos. Rumo a novas conquistas!

Rua Conselheiro Ramalho n. 992 Bela Vista – São Paulo – SP 11 3145 9999 http://www.radialistasp.org.br

Patrões de Rádio e TV não querem negociar e não há outro caminho, se não, a luta 

Desde a entrega da pauta de negociação da Campanha Salarial de 2022 os patrões não deram satisfação para iniciarmos a negociação. Nossas Campanhas Salariais têm sido ignoradas desde 2018. Mesmo o Sindicato dos Radialistas insistindo em negociar.

Nos últimos anos a diretoria do Sindicato realizou o que tem sido feito há décadas; assembleias de abertura de campanhas salariais, aprovação das pautas de negociação de Convenção Coletiva de Trabalho – CCT, envio delas para o sindicato dos patrões e o retorno esperado, nos últimos anos, tem sido, no mínimo ignoradas. A desculpa, como sempre, é adequar aos interesses das empresas (em explorar o máximo possível) em detrimento ao dos radialistas, que tem mantido as empresas faturando cada vez mais, seja sem pandemia ou com ela. Ou seja, querem que os trabalhadores negociem abrir mão de seus próprios direitos para que uma CCT seja assinada. O que não é possível fazer, dado ao que foi perdido com a reforma trabalhista, realizada no governo Temer, com votos favoráveis de Bolsonaro, quando era deputado e patrocinada pelos patrões de vários setores da sociedade. 

Acompanhe os índices de reajustes:

Acompanhe os índices de reajustes:2017-2018: 2,5%2018-2019: 5,07%2019-2020: 2,46%2020-2021- 7,59%2021-2022- 12,47%Acumulado desde maio/2017 a abril de 2022- 33,52%

Um terço dos salários dos radialistas corroídos pela inflação

Nossa pauta de negociação 2022

A pauta aprovada pela categoria, além do percentual de reajuste do período, destaca-se a reposição da inflação do período, junto com o percentual de 5% de aumento real, a permanência do quinquênio, além do reajuste de diversas cláusulas econômicas como ado pagamento do ticket, do auxílio creche, diárias de viagens, etc. Para dar condições de iniciarmos a negociação das mais de 50 cláusulas a pauta deste ano ficou sem o PPR/abono. Isso se deu devido ao entendimento de que, em todos esses anos, foi uma forma dos patrões não darem aumento real, defasando, consideravelmente, o salário da categoria e ainda se beneficiarem das isenções previstas em Lei, que trata da participação de lucros. Ou seja, além de não darem aumento real para os Radialistas, ainda recebiam benefícios do governo. Agora para essa pauta específica (PPR/Abono) a luta vai ser por empresa, sem prejudicar o conjunto da categoria.

A greve de 16 dias na Rede TV é mais um exemplo que só a luta dos Trabalhadores, junto com o Sindicato, pode garantir direitos, salários e melhores condições de trabalho.

 Conquistas da greve na Rede TV

– manutenção de todos os direitos da Convenção Coletiva de Trabalho de 2016/2018, sendo que as cláusulas econômicas por um ano e as cláusulas sociais por 4 anos (maio/21 a abril/25)

– pagamento do abono/PPR de 50% do salário base com mínimo R$ 918,45 e máximo de R$ 3.490,08

– concessão de 17% de reajuste salarial

– estabilidade de 90 dias e pagamento dos dias da greve

Nenhum direito a menos. Rumo a novas conquistas! 

Rua Conselheiro Ramalho, 992/988 – Bela Vista – São Paulo – SP – CEP 01325-000

http://www.radialistasp.org.br Fone/fax:     (11) 3145.9999 e-mail: diretoria@radialistasp.org.br

Coordenação do Movimento Nacional dos Radialistas se encontra em Brasília para discutir sobre luta dos radialistas e sua organização em nível federal

Membros da coordenação do MNR, em ato apolítico em frente ao STF

Reunidos em Brasília desde o dia 24 de maio, membros da coordenação do Movimento Nacional dos Radialistas – MNR estão discutindo não só a conjuntura em que os radialistas do Brasil atravessam, com intensos ataques a sua legislação e direitos, mas em avaliar cenários e construir estratégias para dar continuidade a organização da categoria.

Os radialistas do Brasil já tiveram sua organização combativa de luta e conscientização, que foi a Federação Interestadual dos Trabalhadores em Empresas de Rádio e TV – FITERT. Entidade fundada no início de 1990 foi protagonista em diversas lutas e organização dos radialistas do Brasil, em conjunto com diversos Sindicatos dos Radialistas estaduais. São Paulo sempre esteve presente, não só em sua fundação, bem como em seu afastamento, que se deu devido a divergências políticas, na condução da entidade. Dominada por dirigentes com pouca ou quase nenhuma representatividade, hoje caminha de forma manca, já que os Sindicatos protagonistas de sua fundação, com representatividade e combativos, travam na justiça sua representatividade.

O MNR é um movimento que tenta resgatar o que motivou a origem da FITERT em sua organização em nível federal, de forma conjunta e uniforme que é organizar a luta em defesa dos interesses dos radialistas brasileiros.

Não é possível que os sindicatos dos Radialistas busquem em sua organização e luta apenas de forma paroquiana e que sua entidade em nível federal atenda as demandas, de forma estatutária e democrática, para qual foi criada também. Como categoria presente em todo território nacional é necessário uma organização política, de classe e que tenha representação dos Radialistas do país.

Nesta sexta-feira (27/05) membros da coordenação do MNR fizeram um ato político em frente ao STF, que ainda não se posicionou a respeito Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) sobre decreto de Temer que alterou a Lei do Radialista.

Nesse encontro, que está ocorrendo em Brasília, os estados que participam do encontro, além de São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás, Distrito Federal e Rio Grande do Sul, além de presenças virtuais dos estados do Pará e Piauí. A pauta do encontro além de avaliarem a situação atual da FITERT, uma possível mudança de seu estatuto, além de planejarem conversações com possíveis ministros de comunicações do próximo governo eleito, sobre o decreto do Temer que extinguiu diversas funções da Lei do Radialista, a Empresa Brasileira de Comunicação – EBC e a entrega de uma carta ao Lula, candidato as eleições presidenciais deste ano.

Nesta quarta-feira (18/05) Intersindical presta homenagem ao camarada Eliezer

O ato, em homenagem ao camarada Eliezer, também será transmitido às 18h30 pelo Facebook e Youtube no canal da Intersindical – Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora e do Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região (metalcampinas).

Eliezer Mariano da Cunha, foi metalúrgico e faleceu numa segunda-feira, em 18 de maio de 2020. Vítima de infarto fulminante aos 68 anos, Eliezer deixou a esposa, Domingas, os filhos Denise e Daniel além de um legado de história de luta e compromisso com a classe trabalhadora.

Camarada Eliezer sempre presente.

Vitória da luta dos trabalhadores na Rede TV

Judiciário decreta a legalidade da greve dos trabalhadores e determina: a manutenção de todos os direitos da Convenção Coletiva de Trabalho de 2016/2018; a concessão de 17% de reajuste salarial; estabilidade de 90 dias e pagamento dos dias da greve. 

Companheiros/as 

Fruto da greve dos trabalhadores na Rede TV, luta organizada junto com o Sindicato em setembro de 2021, tivemos uma importante vitória na defesa dos direitos, por aumento salarial e melhores condições de trabalho.

A Rede TV lucra cada vez mais impondo arrocho salarial, péssimas condições de trabalho e impondo assédio moral contra os trabalhadores. E contra tudo isso, a categoria se colocou em movimento.

Foram mais de duas semanas de greve onde os trabalhadores viram que é na luta que podemos combater os ataques patronais e proteger nossos direitos.A força da greve mostrou também para o Judiciário as reivindicações legítimas da categoria e no dia 06 de abril saiu o julgamento em que o Judiciário determinou:

– Legalidade da greve

.- O pagamento de reajuste salarial de 17% dividido em 3 parcelas: 7% a partir de 01/10/21, 5% a partir de 01/01/22 e 5% a partir de 01/04/22

.- A manutenção de todos os direitos da Convenção Coletiva de Trabalho de 2016/2018, sendo que as cláusulas econômicas por um ano e as cláusulas sociais por 4 anos (maio/21 a abril/25)

.- Abono/PPR de 50% do salário base com mínimo R$ 918,45 e máximo de R$ 3.490,08

.- Estabilidade no emprego de 90 dias.- Pagamento de todos os dias da greve. 

A GREVE NA REDE TV É MAIS UM IMPORTANTE EXEMPLO DE QUE SÓ A LUTA DOS TRABALHDORES JUNTO COM O SINDICATO PODE GARANTIR DIREITOS, SALÁRIOS, EMPREGO E MELHORES CONDIÇÕES DE TRABALHO

Desde a reforma trabalhista imposta em 2017, os patrões fazem de tudo para acabar com os direitos que garantimos através de muita luta e que estão na Convenção Coletiva de Trabalho.

É por isso que a cada Campanha Salarial desde 2018 os patrões fogem de assinar a Convenção Coletiva, pois querem acabar com os direitos e para combater isso o caminho é a luta dos trabalhadores organizada junto com o Sindicato.

Em várias empresas fruto da mobilização garantimos Acordos Coletivos de Trabalho mantendo todos os direitos, a decisão do Judiciário que determina que a Rede TV terá que respeitar os direitos dos trabalhadores na Rede TV só aconteceu pela firme greve que realizamos, o que demonstra que é lutando que garantimos direitos e é só lutando que vamos impedir que eles acabem.

O Sindicato está atento para que toda a decisão judicial seja cumprida, especialmente com a concessão do reajuste salarial e devolução dos dias de paralização que foram descontados pela empresa, além de respeitar todos os direitos da Convenção Coletiva de Trabalho e garantir estabilidade no emprego de 90 dias.

Fiquem atentos ao cumprimento da decisão judicial e caso haja descumprimento, denuncie imediatamente para o Sindicato. E o mais importante: participe das mobilizações organizadas pelo Sindicato, seu instrumento de luta e defesa dos direitos.

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         Trabalhadores da Rede TV em greve na porta da emissora


SER SÓCIO DO SINDICATO É UM DIREITO SEU, SER SÓCIO DO SINDICATO É UM PASSO MUITO IMPORTANTE PARA FORTALECER A LUTA EM DEFESA DOS SEUS DIREITOS

Nesses tempos de ataques ainda maiores dos patrões e dos governos à classe trabalhadora ficou muito mais claro ver a importância de ter um Sindicato, que não abaixa a cabeça para patrão e para governos e organiza a luta nos locais de trabalho e nas ruas por melhores condições de trabalho, salários e direitos.

Por tudo isso é muito importante seguir ampliando a sindicalização, pois quanto mais sócios ao Sindicato mais força tem a nossa luta nos locais de trabalho e para seguirmos melhorando a estrutura de atendimento.

Se você ainda não é sócio, entre em contato com os diretores do Sindicato e preencha sua ficha de sindicalização.

A verdadeira história do 8 de março, dia em que se comemora o Dia Internacional da Mulher

Russas soviéticas contribuíram para estabelecer o 8 de março como o Dia Internacional das Mulheres – (Arte: Wilcker Morais)

Todos os anos, divulga-se a história de que o Dia Internacional da Mulher surgiu em homenagem a 129 operárias estadunidenses de uma fábrica têxtil que morreram carbonizadas, vítimas de um incêndio intencional no dia 8 de março de 1957, em Nova York. Segundo a versão que circula no senso comum, o crime teria ocorrido em retaliação a uma série de greves e levantes das trabalhadoras. 

Embora essa seja a narrativa mais conhecida, quando se fala sobre a origem da data comemorativa, ela não é verdadeira.

O primeiro registro remete a 1910. Durante a II Conferência Internacional das Mulheres em Copenhague, na Dinamarca, Clara Zetkin, feminista marxista alemã, propôs que as trabalhadoras de todos os países organizassem um dia especial das mulheres, cujo primeiro objetivo seria promover o direito ao voto feminino. A reivindicação também inflamava feministas de outros países, como Estados Unidos e Reino Unido.

No ano seguinte, em 25 de março, ocorreu um incêndio na fábrica Triangle Shirtwaist, em Nova York, que matou 146 trabalhadores — incluindo 125 mulheres, em sua maioria mulheres imigrantes judias e italianas, entre 13 e 23 anos. A tragédia fez com que a luta das mulheres operárias estadunidenses, coordenada pelo histórico sindicato International Ladies’ Garment Workers’ Union (em português, União Internacional de Mulheres da Indústria Têxtil), crescesse ainda mais, em defesa de condições dignas de trabalho.

As russas soviéticas também tiveram um papel central no estabelecimento do 8 de março como data comemorativa e de lutas. Por “Pão e paz”, no dia 8 de março de 1917, no calendário ocidental, e 23 de fevereiro no calendário russo, mulheres tecelãs e mulheres familiares de soldados do exército tomaram as ruas de Petrogrado (hoje São Petersburgo). De fábrica em fábrica, elas convocaram o operariado russo contra a monarquia e pelo fim da participação da Rússia na I Guerra Mundial. 

:: A Revolução das Trabalhadoras :: 

A revolta se estendeu por vários dias, assumindo gradativamente um caráter de greve geral e de luta política. Ao final, eliminou-se a autocracia russa e possibilitou-se a chegada dos bolcheviques ao poder.

A atuação de mulheres russas revolucionárias como Aleksandra Kollontai, Nadiéjda Krúpskaia, Inessa Armand, Anna Kalmánovitch, Maria Pokróvskaia, Olga Chapír e Elena Kuvchínskaia, é considerada imprescindível para o início da revolução.

“A história real do 8 de março é totalmente marcada pela história da luta socialista das mulheres, que não desvincula a batalha pelos direitos mais elementares — que, naquele momento, era o voto feminino — da batalha contra o patriarcado e o sistema capitalista”, ressalta a historiadora Diana Assunção, integrante do coletivo feminista Pão e Rosas.


Por “Pão e paz”, mulheres deram início à Revolução Russa (Foto: Reprodução)

A pesquisadora explica que houve uma articulação histórica para esvaziar o conteúdo político do 8 de março, transformá-lo em “uma data simbólica inofensiva” e em um nicho de mercado, apagando sua origem operária. 

“No dia da mulher, compram-se flores e presentes para as mulheres. Tentam esconder o conteúdo subversivo do significado desse dia, que é questionar o patriarcado. Tentam esconder que a luta das mulheres sempre esteve vinculada à luta socialista, perigosa para o status quo”, acrescenta Assunção. 

Em 1921, na Conferência Internacional das Mulheres Comunistas, o dia 8 de março foi aceito como dia oficial de lutas, em referência aos acontecimentos de 1917. A data foi reconhecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1975.

Retornar às origens

A cada 8 de março, as mulheres trazem à tona questionamentos sobre a hipocrisia em torno das homenagens que recebem apenas nessa data. Em todos os dias do ano, o gênero feminino é o principal alvo da violência e da desigualdade. 

Em resposta, trabalhadoras em todo o mundo se organizam cada vez mais pela defesa de seus direitos. Em 2017 e 2018, elas organizaram uma greve internacional com adesão de 40 países, com o lema “Se nossas vidas não importam, que produzam sem nós”.  Assunção comemora o “resgate de um método de luta da classe operária de enfrentamento aos patrões e aos capitalistas”. 

“O que estamos vendo é justamente que a revolta e a luta de classes têm rosto de mulher a nível internacional, com a luta a que estamos assistindo nos últimos anos, com essa verdadeira primavera feminista no mundo inteiro, com enormes marchas. Mas, agora, com uma cara cada vez mais operária”, ressalta. “As mulheres são metade da classe operária, e as mulheres negras estão mostrando que são linha de frente em vários processos de luta”. 

A historiadora avalia que é importante resgatar a verdadeira origem do Dia Internacional da Mulher, pois, segundo ela, foram as proletárias que avançaram efetivamente em medidas concretas para atacar os pilares que sustentam a opressão às mulheres. “Mais do que nunca, precisamos da organização dos trabalhadores com as mulheres à frente, mostrando que são vanguarda, inclusive da classe operária. Enfim, sacudindo os movimentos, os sindicatos, com toda força expressada internacionalmente”, enfatiza. 

Essa matéria fez parte do especial Março das Mulheres, produzido pelo Brasil de Fato

Pesquisa com a categoria sobre trabalho remoto

Sindicato dos Radialistas e o Centro de Referência em Saúde do Trabalhador – CRST/Lapa sobre os impactos do teletrabalho sobre a saúde dos profissionais radialistas no município de São Paulo. 

Essa iniciativa faz parte de um projeto conjunto do CRST-LAPA e do Sindicato dos Radialistas de São Paulo para entender melhor como acontece o teletrabalho na sua categoria profissional e pensar como apoiar as lutas por melhores condições de trabalho. Para entender o conceito de home office, pela legislação o artigo 75-B da CLT diz que, “Considera-se teletrabalho a prestação de serviços preponderantemente fora das dependências do empregador, com a utilização de tecnologias de informação e de comunicação que, por sua natureza, não se constituam como trabalho externo.”

Com esse propósito será realizado discussões em grupo composto por profissionais da área de Rádio e TV e profissionais do CRST Lapa.

Para ter aceso ao formulário da pesquisa clique aqui.

Os trabalhadores são indivíduos complexos, impactados pelos processos de trabalho. Não são números. Por isso a necessidade de observar o resultado do trabalho desenvolvido fora do ambiente do trabalho e suas necessidades.

Radialistas: em 2022 sem ficar olhando o bonde passar

Se tem um ano que vai se somar a outro é 2021. Os anos de 2020 e 2021 estão de mãos dadas, face a tragédia da Pandemia, de um governo contra os trabalhadores (as) e de patrões que não estão nem aí com quem produz a riqueza que eles embolsam. 

O que está acontecendo no Brasil, na verdade, é o amortecimento do interesse em defender o que foi conquistado. E não é um fenômeno, apenas de uma categoria. A classe trabalhadora está anestesiada. E isso precisa mudar.  Os ataques vêm pela Pandemia, pela diminuição do poder de compra dos salários, da precarização do emprego, da falta dele. Apesar de tudo isso, neste ano trágico, muitos trabalhadores se fizeram em movimento como iremos relembrar nesse boletim.

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A luta dos Radialistas em 2021

Rede TV

Em agosto desse ano, os radialistas da Rede TV se indignaram por trabalharem numa emissora que optou por não dar nenhum reajuste salarial e entraram em greve. Na verdade a direção da empresa, numa tentativa de evitar a paralização apresentou a proposta, de última hora, de reajuste que a categoria rejeitou por achar insuficiente. Dentre as grandes emissoras Rede TV é a que mais paga mal aos seus trabalhadores.

Situação:

Julgamento do dissídio da Rede TV sofreu adiamento devido ao relator do processo estar doente e a data ficou em aberto e sem previsão para julgar.

TV Mundial

Com histórico de atrasos, reuniões e acordos não cumpridos, a TV Mundial se caracteriza por não se levar a sério. Mesmo naquilo que assina em documento. Por conta disso a TV Mundial entrou em greve, juntamente com os trabalhadores (as) da Igreja, envolvendo assim três entidades sindicais representativas desses (as) trabalhadores (as), tanto da igreja como da TV.

EBC

No final do mês de novembro os trabalhadores (as) da Empresa Brasil de Comunicação, um pool de empresas estatais (rádios, TV e agência de notícias), decidiram entrar em greve por tempo indeterminado. A decisão foi tomada em assembleia realizada numa terça feira (23). Pesou na decisão de entrar em greve devido a postura da empresa, que vem demonstrando pouca seriedade nas negociações emplacadas desde 2020. Além disso, perdas salariais e de direitos, que já estão em acordos coletivos de trabalho e que representam conquistas históricas da categoria, estão na pauta de retirada da empresa. Com isso tudo não restou aos trabalhadores (as) senão, a decisão de paralização.

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Negociações, assembleias virtuais e acordos coletivos de trabalho (ACT)

Em ano atípico, devido a Pandemia, negociações e plenárias virtuais foram constantes para efetivação de ACTs entre empresas de Rádio e TV e o Sindicato dos Radialistas. Com isso, os trabalhadores (as) das empresas que assinaram acordo coletivo de trabalho tiveram garantido abonos e reajustes salariais e os benefícios, que constam a Convenção Coletiva da Categoria e que o sindicato dos patrões não querem assinar.

Acordos Coletivos assinados

Com a intransigência do sindicato patronal, grande parte das empresas apostam no quanto pior, melhor. Para os trabalhadores (as), lógico. Mas é uma lógica furada, pois só tem a ganhar as empresas que mantém um ambiente de trabalho em que os trabalhadores (as) se consideram valorizados (as). Tratados de forma mais justa. Por isso diversas emissoras providenciaram a assinatura de acordos coletivos de trabalho, diretamente com o Sindicato dos Radialistas. Grupos religiosos de comunicação como Rádio Difusora de Aparecida, Grupo Novo Tempo, Agência Presbiteriana de Evangelização – APECOM, Fundação Logos e Igreja Mundial efetivaram acordos com o Sindicato dos Radialistas. Emissoras comerciais, também como a Rádio Transamérica, Sistema Tribuna de Santos e Grupo MIX. Os acordos são, no mínimo, para pagamento do PPR. Uma bonificação aos trabalhadores chamado de Programa de Participação nos Resultados.

Aumento Real

Dentre as empresas que assinaram acordo coletivo a Agência Presbiteriana de Evangelização – APECOM concedeu aumento de 2% sobre os salários reajustados. Um aumento real de salário, num mar de falta de interesse das empresas em reajustar os salários dos radialistas.

Sindicalização

O Sindicato dos Radialistas permanece em sindicalização permanente. O radialista que tiver interesse em ser sindicalizado pode acessar o site do sindicato (www.radialistasp.org.br) e, através de banner de sindicalização, no site, preencher a ficha de sócio do Sindicato.  A contribuição financeira é de 1,5% do salário base do trabalhador, excluindo-se qualquer adicional que vier sobre o salário. Além de manter a estrutura da entidade, como prédio, viaturas, salário dos trabalhadores (as), a luta política também é importante e é a razão da existência do Sindicato como um instrumento de defesa e de luta para conquista de benefícios. Manter seu sindicato livre e independente de patrões e de governos é o primeiro passo para garantir os interesses dos trabalhadores (as) acima de qualquer tentativa de cooptação do Sindicato seja de patrões ou de pelegos.

Defender nossos direitos

Os ataques do governo, dos patrões e de seus representantes no congresso só estão sendo possíveis devido a passividade com que os radialistas tem encarado esse problema. É preciso ter consciência de que a cada perda de direitos, homens, mulheres e familiares, que lutaram no passado, se despreza sua história e seu legado que hoje podemos usufruir. Devemos pensar sempre de forma coletiva, com compromisso de classe, com as futuras gerações.

Radialista, defenda seus direitos, junto com seu Sindicato.

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O ano de 2021 termina e não irá deixar saudades

É fato que a Pandemia veio para mudar a vida de muita gente. Mais de 600 mil pessoas morreram devido não apenas ao coronavírus, mas como o governo Bolsonaro lidou com a Pandemia. Do “é uma gripezinha” ao “e daí”, o presidente eleito parecia se comportar como aquele deputado sem responsabilidade que durante quase trinta anos sobrevivia nas sombras do Congresso. Mas a tragédia não aconteceu apenas com quem partiu, mas com quem ficou, também. Com desemprego em alta, preços nas alturas, o desmonte de políticas públicas, apresenta aos trabalhadores um cenário de terror, que parece não ter saída, mas tem. Partidos de esquerda, movimentos sociais e sindicatos gritam aos quatro ventos que basta olhar pra trás e entender como os trabalhadores (as) avançaram da condição de servidão para assalariados (as). Os trabalhadores (as) avançaram em sua organização. Bastou estarem em movimento que a consciência dessa situação contaminou uma classe. E essa contaminação, que chamamos de consciência de classe, é o que lutamos para que os radialistas tenham em 2022.

Feliz ano novo, com consciência de classe, para todos os radialistas!

Recesso final de ano no Sindicato

A sede do Sindicato dos Radialistas, em São Paulo funciona até quarta- feira (22) e retoma seu funcionamento na primeira segunda-feira (03) do ano de 2022. Ou seja, o recesso começa dia 23/12/2021 e termina no dia 02/01/2022.

Expediente: Antena Ligada é uma publicação de responsabilidade da diretoria colegiada do Sindicato dos Radialistas no estado de São Paulo, situado na rua Conselheiro Ramalho nº. 992, no bairro Bela Vista, na cidade de São Paulo – SP. CEP 01325 000 – Fone 11 3145 9999 – Dezembro 2021  www.radialistasp.org.br  Tiragem: 3.000  –   Jornalista responsável e diagramação: Ronaldo Verneck Gonçalves MTB 84820-SP

Em assembleia realizada nesta terça-feira (23), trabalhadores da Empresa Brasil de Comunicação – EBC, decretam greve

Reunidos em assembleia nacional os trabalhadores (as) da EBC decretam greve em todas as praças (SP, RJ e DF) a partir das 00h de sexta-feira (26 de novembro). 

A paralisação foi aprovada como resposta a intransigência da direção da empresa na mesa de negociação e a partir da ação truculenta dos dirigentes em suspender o acordo coletivo dos trabalhadores, retirando direitos historicamente conquistados, até de servidores mais vulneráveis, como os trabalhadores com adicional de periculosidade e pessoas portadoras de deficiência (PCD).

Na última sexta-feira (19), a direção da EBC reuniu os sindicatos da categoria e informou que nenhuma cláusula do acordo coletivo está valendo. 

Direção da EBC, nomeada por Bolsonaro, insistiu em não responder a proposta apresentada pelos trabalhadores, mesmo tendo recebido a pauta de reivindicações no início de novembro. Sem falar no assédio vivido diariamente, pelos trabalhadores (as) e a ameaça de privatização da empresa pública de comunicação, que presta serviços relevantes a sociedade brasileira. Censuras e ataques a comunicação pública tem sido notória no governo Bolsonaro em relação a EBC.

Integram a EBC a Agência Brasil, TV Brasil, Rádio Nacional, MEC FM e a Voz do Brasil.

A EBC é uma empresa pública de comunicação que está a serviço da sociedade brasileira, sob administração do atual governo que, não só tem desvalorizado um importante serviço social de comunicação a sociedade, como interefere em seu objetivo principal de prestação de serviço. O governo Bolsonaro além de não ter nenhum compromisso com a comunicação pública, utiliza da estrutura da EBC para descaracterizar a comunicação pública, laica e de prestação de serviço aos brasileiros (as).

Com informações do Sindicao dos Jornalistas de SP.

Patronal recusa a assinar Convenção Coletiva, que garante o reajuste e manutenção dos direitos

Sindicato dos Radialistas propõe o Acordo Coletivo por emissora, mas a direção das empresas não aponta para negociação.

A situação salarial dos trabalhadores radialistas vai de mal a pior em Ribeirão Preto não está sendo diferente. Esses trabalhadores não tiveram o reajuste salarial a que merecem, muito menos o pagamento do PPR/abono a que tem direito.

Com a desculpa do Sindicato dos patrões não terem assinado a convenção coletiva, algumas empresas de rádio e TV da capital e do interior, não apresentaram uma solução que está disponível por parte do Sindicato dos Radialistas que é a assinatura de um acordo coletivo entre essas empresas e a entidade sindical.

O passivo de um reajuste salarial, acumulado, acaba sendo das empresas e não do Sindicato patronal. Afinal, quem é que irá pagar essa conta?  Preocupação que não está sendo levada em conta e os radialistas no estado de São Paulo merecem o que lhes é de direito.

Mobilização é a solução

Para garantir a reposição salarial, o pagamento do abono/PPR, além dos demais direitos, o caminho é estar em movimento com o Sindicato. Esta é a única forma de fazer o patrão sentar para negociar.